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27 de abril de 2017

Bancos, ônibus e serviços públicos anunciam paralisação em Manaus na sexta-feira

Professores da Educação no Estado decidiram parar atividades e reforçar greve geral (Foto: Divulgação)

MANAUS – Líderes sindicais dos bancários, professores, motoristas de ônibus do transporte público de passageiros, serviços públicos federais, estaduais e municipais, da indústria e porto de Manaus anunciam que irão suspender as atividades na sexta-feira, 28, no Dia de Greve Geral. A mobilização é em protesto às mudanças na Lei da Terceirização e contra as reformas da Previdenciária e Trabalhista do governo de Michel Temer. O movimento nacional contará também conta a adesão dos petroleiros, trabalhadores da construção civil e estivadores. Em Manaus, a manifestação começará às 15h na Praça do Congresso, no Centro, com passeata até a Avenida 7 de Setembro.
Motoristas e cobradores das empresas de ônibus da cidade irão participar do movimento, segundo o presidente do STTRM (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus) Givancir Oliveira.  Categoria tem 8 mil trabalhadores. No total, a população usuária do transporte coletivo de Manaus é hoje de 800 mil pessoas, em média, por dia. “Estamos encabeçando a greve, somos a ‘maldade’ das reformas da Previdência e da Trabalhista. Estão acabando com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), assim como todos os direitos que a gente tem. Queremos reforma sim, mas não dessa forma, isso já é um roubo orquestrado das federações das empresas, são os empresários fazendo lobby na Câmara e no Congresso”, disse Givancir.
Os 85,7 mil trabalhadores do PIM (Polo Industrial de Manaus) também foram convocados a participar da paralisação desde a primeira hora do dia 28. “Não será uma parada pontual, de uma fábrica. Vamos parar o Distrito Industrial e isso será só um recado. Se essas reformas forem aprovadas, vamos voltar às ruas”, ameaçou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Valdemir Santana.
A ida às ruas dos metalúrgicos tem como motivação principalmente as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista. “O aumento da idade para aposentadoria e a terceirização são um afronte aos trabalhadores, é um retrocesso, estão dilapidando os direitos conquistados em anos de luta, com isso será preciso retirar a certidão de nascimento junto com a carteira de trabalho”, disse.
As pouco mais de 200 agências bancárias do Amazonas também irão paralisar as atividades na próxima sexta e funcionarão apenas com autoatendimento dos clientes, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Rômulo Leite. “Nossa expectativa é levar cerca de 1,2 mil bancários para participar da manifestação. Amanhã (quarta-feira) iremos informar a população que não haverá expediente”, informou. De acordo com Leite, entre as mudanças propostas pelo governo Temer, os bancários são afetados, principalmente, pelas mudanças nas regras da terceirização, reformas trabalhista e da previdência.
O setor de educação confirmou a participação na manifestação. Os cerca de 40 mil trabalhadores (professores, pedagogos e servidores administrativos) no Estado e no município foram convocados, segundo o presidente do Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas), Marcus Libório de Lima. Além das pautas nacionais, os trabalhadores de Educação irão protestar contra a falta de reposição salarial para a categoria há 3 anos no município e a Reforma do Ensino Médio. “Essas reformas atacam diretamente os trabalhadores, estamos prestes a perder nossos direitos conquistados com muita luta”, afirmou.
Os professores da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) também irão cruzar os braços no dia 28. “A expectativa é que toda a Ufam pare, na sede e nas unidades fora da sede. Devemos levar algumas centenas de professores, além de estudantes e técnico-administrativos, que também estão se mobilizando”, informou o segundo vice-presidente da Adua (Associação dos Docentes da Ufam), Welton Oda, acrescentando que o motivo da adesão da categoria está relacionado sobretudo à Reforma da Previdência. “Discordamos dessa reforma porque, na prática, ela desmonta a Previdência Pública”, disse.
Além dessas categorias também confirmaram a participação no ato os Sifam (Sindicato dos Fazendários do Amazonas). “Vamos aderir em massa, somos totalmente contra as reformas da previdência e trabalhista”, disse o presidente da entidade, Emerson Queirós. O Sindsep/AM (Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas) também apoia a Greve Geral. “O setor público está duramente atacado com o corte orçamentário, a PEC do Teto limita toda a possibilidade de concurso público, por isso estamos dizendo para todo servidor público: dia 28 não vá para o órgão, vá para a Greve Geral”, afirmou o secretário do sindicato, Walter Matos.
Amazonas Atual / Daisy Melo 

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