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24 de janeiro de 2017

Polícia investiga contratação de 'professores' sem formação e concurso público, em Iranduba


A Polícia Civil (PC) investiga a suspeita de um esquema de pessoas que lecionam mesmo sem ter formação de professor e sem terem sido aprovadas em concurso público, na Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima, no distrito de Cacau Pirêra, pertecente a Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus). A denúncia foi feita pelo professor de matemática Alexandre da Costa Nonato que afirmou ter ficado escandalizado com a situação. A denúncia também foi protocolizada na Promotoria de Justiça de Iranduba do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).
O professor autor da denúncia disse, ao DIÁRIO, que não soube precisar quantas pessoas estão dando aula, sem ser professores ou terem sido aprovados em processo seletivo público. No entanto, segundo Alexandre, a situação é conhecida pela diretoria da escola. “A gestão da escola colocava os professores e, para os pais e alunos, eles são vistos como professores da escola”, disse Nonato.
Segundo o professor de Matemática, um dos motivos para a gestão colocar pessoas sem formação ou aprovação em concurso na sala de aula para lecionar, vem da necessidade de professores precisarem se afastar das atividades da escola e não conseguirem autorização da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). “Como não se queria pedir exoneração, colocavam outro no lugar para dar aulas”, denunciou Nonato.
Ainda de acordo com o professor Alexandre, outro ‘jeitinho’, dado pela gestão da escola, é um professor efetivo do colégio ‘dobrar’ a carga horária de trabalho semanal, de 20 horas para 40 horas, mas o professor efetivo continuava apenas trabalhando com a carga horária antiga. A carga horária ‘dobrada’ seria preenchida por duas pessoas que ‘davam’ as aulas sem terem sido submetidas a concursos públicos da Seduc.
A denúncia foi protocolizada, no dia 19 de dezembro do ano passado, no MP-AM. Em janeiro, o 31º Distrito Integrado de Polícia (DIP) passou a investigar a denúncia. AO DIÁRIO, a coordenadora da Seduc, em Iranduba, Rose Ebling, informou que a secretaria instaurou um processo administrativo para investigar a denúncia de irregularidade.

Reportagem: Diário do Amazonas

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