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2 de dezembro de 2014

Apesar do potencial, turismo ainda não decolou em Iranduba




Lugar de um potencial imensurável para o turismo, Iranduba é um dos municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM) que não consegue usufruir daquilo que Deus lhe deu. Banhado pelos dois rios mais famosos do Amazonas – Solimões e Negro -, a cidade recebe nas suas florestas, em todas as épocas do ano, um número de turistas estrangeiros de todos os continentes do planeta não estimado pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur).

Contudo, a visitação não rende ao município arrecadação para que a sua sede ganhe ar de cidade turística. Segundo o comerciante Mário José Almeida, 43, a sede de Iranduba não serve nem mesmo depassagem dos turistas para que eles tenham acesso aos pacotes turísticos de aventuras na selva e comunidades tradicionais.

A dona de casa Amanda Soares Correia, 36, conta que é rara a presença de umturista na sede do município, principalmente porque o lugar não tem rede hoteleira de qualidade e nenhum atrativo que o faça passar pela cidade antes de seguir para as belezas naturais encontradas nos arredores.

Conforme o secretário-executivo de Turismo de Iranduba, Ney Lopes, as agências acomodam o visitante nacional ou estrangeiro em Manaus. Da capital, ele é levado para as mais de 20 hospedagens, entre hotéis de selva e pousadas comunitárias, instaladas nas comunidades do município.

“Acontece que hoje não é viável trazer o turista para a nossa sede porque não temos o que oferecer. Não queremos vender essa imagem”, avalia.
O secretário observa que Iranduba é um dos maiores polos turístico do Amazonas, mas é diferente de Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, ambos da RMM, que oferecem atrações naturais como rios e corredeiras logo na entrada da cidade.



Ilha da Paciência

Uma das apostas do município para o futuro, assim que recuperar as contas e “arrumar a casa”, segundo o secretário de Turismo, será a região conhecida como Ilha da Paciência. Localizada às margens do rio Solimões, o lugar tem 62 lagos.

Lopes diz que, em 2015, dentro do Acordo de Pesca da comunidade, em parceria com a Amazonastur, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional Reforma Agrária (Incra), será iniciada a prática de pesca esportiva em ambiente natural, principalmente do tucunaré, que existe em grande quantidade nas águas da Paciência.

A comunidade receberá curso de qualificação para receber os turistas, e na comunidade, com recursos do Incra, está prevista a construção de uma pousada comunitária. Segundo o secretário de Turismo, a comunidade, que atualmente serve de lar a aproximadamente 120 famílias, é de espaço para o manejo sustentável do pirarucu.


Pirarucu manejado é vendido na Praça dos Três Poderes – foto: Raimundo Valentim

Neste mês, os comunitários da região estão realizando o abate autorizado de 105 pirarucus. Quase o dobro do pescado manejado no ano passado, que foi de apenas 55 pirarucus.

Morador de Manaus, o estudante Nicolas Lopes Caldas, 19, avalia que a ideia de fomentar a pesca esportiva será um ganho importante para Iranduba como atrativo turístico. Ele avalia que a pesca é um potencial do município que precisa ser estruturado.

Comunidade Janauari

Entre as grandes atrações naturais de Iranduba, está a comunidade do Janauari. Localizada na região onde acontece o encontro dos rios Negro e Solimões, a localidade há 40 anos serve ao Amazonas como base para o turismo no mundialmente famoso Encontro das Águas.

A comunidade é formada principalmente por flutuantes, para onde são levados os visitantes. Lopes conta que o município trabalha para os próximos anos a criação do projeto Bosque do Seringal, na Vila Nova, região de terra firme. Serão criadas trilhas, construídas casas do seringueiro, do caboclo, da farinha, além do espaço para o artesanato regional.

Na rodovia Manoel Urbano (AM-070), depois da ponte, o secretário aponta a existência de pelo menos sete espaços públicos que são pontos de encontro do manauense, principalmente nos finais de semana e feriados prolongados. No quilômetro 20, está a entrada da vicinal que dá acesso às praias e às ruínas da comunidade do Paricatuba.


Restaurantes flutuantes são uma das poucas diversões turísticas na comunidade do Janauari – foto: divulgação

No quilômetro 22, Lopes indica a vicinal que dá acesso à cachoeira do Castanho, que funciona de setembro a janeiro. Seis quilômetros depois, está o ramal da Serra Baixa, que dá acesso à praia do Açutuba. No lugar, Lopes diz que estão instalados de oito a dez pousadas e até 15 restaurantes.
Mais à frente, no quilômetro 30, o secretário de Turismo aponta a vicinal que dá acesso ao Lago do Limão. Segundo ele, a região é própria para passeios na selva e pesca esportiva, dada a existência de tucunaré nessas águas.

Já no quilômetro 35, Lopes fala do ramal que leva ao lago do Ariaú, com acesso ao hotel de selva com o mesmo nome, e também a Pousada Amazônia, além da tribo indígena Sahu-Apé. De volta ao rio Negro, o secretário enumera a existência das comunidades do Acajatuba e da reserva da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), próximas às Anavilhanas, em Novo Airão.

Pousadas e restaurantes

Sem hotéis na sede do município, Iranduba conta com uma série de pousadas e restaurantes nas comunidades do seu entorno. O secretário de Turismo afirma que há uma semana iniciou o levantamento para catalogar todos os empreendimentos e buscar com isso a arrecadação do turismo que o município não tem.

Para isso, iniciou visitas às pousadas e balneários a fim de cadastrá-los e entregar um certificado de reconhecimento do Ministério do Turismo. Em parceria com a Sala do Empreendedor do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebra-AM), será liberado o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ao estabelecimento que está na informalidade, com carência de três meses para contribuir.

Com a ponte sobre o rio Negro e a duplicação em curso da rodovia Manoel Urbano, AM-070, a estrada do município de Iranduba passou a ser destino de manauenses que buscam por café regional nas manhãs de finais de semana e feriados prolongados, e até mesmo comidas típicas.


Guimarães e sua esposa Dilma investiram na comida típica regional na beira da estrada – foto: Raimundo Valentim
O empresário Marcelo da Silva Trajano, 36, conta que quando quer se livrar do sufoco de Manaus, “foge” rumo à ponte sobre o rio Negro. Mas, antes leva a família para tomar um café em um dos vários restaurantes espalhados pela Manoel Urbano e pela estrada Carlos Braga. Quando estica um pouco mais o passeio, procura por um peixe assado ou uma galinha caipira.

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