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3 de abril de 2014

JOSÉ DE ANCHIETA AGORA SIM SANTO!





Nessa manhã de quinta feira (3), o Papa Francisco assinou o decreto de canonização do padre José de Anchieta a santo.
Anchieta que, era filho de Juan de Anchieta Celayaran (natural de Urrestilla, bairro da localidade de Azpeitia, em Guipúscoa, País Basco) e de Mencía Díaz de Clavijo, descendente da nobreza canária. Era primo de Santo Inácio de Loyola). O sobrenome "Anchieta" é uma castelhanização do basco Antxieta ou Antxeta. Nascido na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, em 19 de Março de 1534, era filho de Juán López de Anchieta, um revolucionário basco que tomou parte na revolta dos Comuneros contra o Imperador Carlos V na Espanha e um grande devoto da Virgem Maria. Juán era aparentado dos Loyola, daí o parentesco de Anchieta com o fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola. Sua mãe chamava-se Mência Dias de Clavijo y Llarena, natural das Ilhas Canárias, filha de judeus cristãos-novos. O avô materno, Sebastião de Llarena, era um judeu convertido do Reino de Castela. Dos doze irmãos, além dele abraçaram o sacerdócio Pedro Núñez e Melchior. Aos quatorze anos de idade, quando se mudou para Coimbra, em Portugal, onde foi estudar Filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Universidade de Coimbra, foi o dia em que pela primeira vez teve que sair de próximo de sua família.
Após um longo processo de análises somando mais de 400 anos, o decreto foi assinado hoje, 3 de abril de 2014, sendo que, no dia 24 de abril será a cerimônia de Ação de Graças, presidida pelo Papa, que será realizada na Igreja de Santo Inácio de Loyola.
O Padre Anchieta é o segundo santo nativo das Ilhas Canárias, depois de Pedro de Betancur, cuja festa litúrgica se comemora em 24 de abril. Foi uma canonização por decreto ou canonização equivalente.
José de Anchieta é amplamente reverenciado tanto no Brasil, quanto nas Ilhas Canárias (local de seu nascimento). Na cidade de San Cristóbal de La Laguna há uma imponente estátua de bronze em sua homenagem, trabalho do artista brasileiro Bruno Giorgi.
Uma de suas características estava na disposição em caminhar mais de 105 quilômetros, duas vezes por mês, essa trilha litorânea estar entre Iriritiba, e a ilha de Vitória, com pequenas paradas para pregação e repouso nas localidades de Anchieta (que foi chamada também Benevente e Reritiba) Guarapari, Setiba, Ponta da Fruta e Barra do Jucu, sendo hoje percorrida por vários turistas e peregrinos devoto do santo.
Para o arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer, a demora para canonização de Anchieta decorreu das difamações ocorrida por parte dos padres jesuítas contra Anchieta no século 18, ocasionando sua expulsão da ordem do Brasil em 1759, outra questão que ainda impediam era a comprovação de milagres, sendo num total de dois milagres comprovado pelo o padre para a canonização, sendo um para beatificação e outro para canonização, só que, o papa Francisco dispensou tal comprovação, pois, segundo Scherer, “ Milagre não é o mais importante. Não é o santo que faz milagre, e sim, Deus, por intermédio do homem” afirmou o arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer nessa quarta feira (2).
Então, mais, um santo brasileiro comprovado e aprovado pela autoridade maior da Igreja Católica Apostólica Romana, Papa Francisco.
Por: Adailson Souza

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