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28 de janeiro de 2013

Invasores são despejados de terreno particular em Iranduba, no AM


Tratores fizeram a demolição de barracos construídos com madeira e lona.
Reintegração foi pacífica, segundo informou a Polícia Militar (PM).



Invadores utilizavam madeira para demarcar lotes (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)Invadores utilizavam madeira para demarcar lotes (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)
Mais de 120 homens do Comando de Policiamento Especializado (CPE), incluindo Batalhão de Choque e Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), realizaram na manhã desta segunda-feira (28) uma operação de reintegração de posse em um terreno de dez mil hectares, no município de Iranduba, a 27 Km de Manaus. A reintegração foi pacífica.
Conforme informações do Oficial de Justiça da Comarca de Iranduba, Luiz Alan Lorenzoni, a ação começou no início da manhã retirando as demarcações de terra e demolindo algumas casas de madeira construídas no local. "São 50 famílias instaladas aqui", disse.
O terreno pertence à olaria Transcal que foi desativada há mais de 20 anos. A ordem de despejo dos invasores foi expedida em dezembro do ano passado. A liminar foi assinada pelo juiz da 1ª Vara da Comarca de Iranduba, Raphael Rocha Lima.
Polícia identificou diversos lotes demarcados  (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)Polícia identificou diversos lotes demarcados (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)
Um dos proprietários da área, Júnior Araújo, explicou ao G1 que a empresa terminou as atividades e deixou ex-funcionários cuidando da terra. No entanto, a reclamação principal é em relação aos invasores que iniciaram a ocupação da área desde novembro do ano passado. "Deixamos gente aqui cuidando da terra, mas o problema é que vieram essas pessoas para invadir e tivemos que exigir nossa terra legal", afirmou.

Tratores fizeram a demolição de barracos construídos com madeira e lona. Segundo o coronel Antônio Escóssio da PM, as construções demarcavam lotes e nenhum dos invasores utilizava o local para moradia. "Encontramos apenas dez pessoas transitando pela área. Boa parte do terreno estava apenas demarcado e não haviam pessoas morando", disse

Apesar da afirmação da polícia, a reportagem do G1 conversou com populares que se diziam residir na área de despejo. O representante da comunidade, o autônomo Raimundo Moreira, de 50 anos, disse que o local estava abandonado e servia para o acúmulo de lixo. "A comunidade estava abandonada e resolvemos ocupar o local. Muita gente desova gente aqui, muita gente transporta droga. Essa é uma terra improdutiva, sem fim social nenhum. Só queremos um pedaço de terra para viver".

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Reintegração foi pacífica, segundo informou a Polícia Militar (PM) (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)Reintegração foi pacífica, segundo informou a Polícia Militar (PM) (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)                             






















João de Deus, 55 anos, que trabalha como forneiro na cidade, afirmou que ocupou o terreno com autorização do proprietário e que deverá acionar a Justiça. "O dono havia deixado a gente morar aqui. Vou entrar na Justiça porque não invadi o terreno, moro aqui há mais de 15 anos", relatou.
Outra pessoa que disse ter recebido autorização para morar no terreno foi o soldado Arnoldo Teixeira. "Moro aqui há quase 20 anos, criando animais e plantando. E os donos da terra sabiam e agora vem tirar a gente sem nem avisar antes", ressaltou.
Fonte: G1.com


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