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3 de julho de 2011

Pesquisa revela liderança feminina em comunidade indígena amazônica

O estudo intitulado ‘Vida e trabalho da mulher indígena: o protagonismo da Tuxaua Baku na comunidade Sahu-apé, Iranduba/AM’, revela que essa função, agora, pode ser exercida por uma mulher.



Manaus - A figura do pajé ou xamã esteve sempre presente na cultura das sociedades indígenas amazônicas. É ele o responsável, desde os primórdios, pela cura espiritual e pelas decisões políticas na comunidade indígena. A pesquisa intitulada ‘Vida e trabalho da mulher indígena: o protagonismo da Tuxaua Baku na comunidade Sahu-apé, Iranduba/AM’, revela que essa função, agora, pode ser exercida por uma mulher. As informações são da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Zelinda da Silva Freitas ou Tuxaua Baku, é uma mulher que manteve firme suas decisões para não perder sua identidade cultural. Conhecedora das ervas para obtenção da cura de doenças, ganhou o respeito de parentes e do Conselho dos Anciãos Sateré-Mawé, que antes, era apenas constituído por homens, segundo informou a mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Solange Pereira do Nascimento.
O estudo desenvolvido pela pesquisadora teve por objetivo verificar e apontar os fatores socioculturais que concorreram para estabelecer o protagonismo indígena da Tuxaua Baku à frente da comunidade, dando ênfase às relações de gênero e poder e ao seu reconhecimento social pelo seu povo e a comunidade envolvida. A pesquisa contou com o financiamento da Fapeam, pelo Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad).  
Segundo a pesquisadora, as mulheres indígenas da Amazônia sempre exerceram um papel importante como agricultoras, extrativistas e pescadoras, ou como organizadoras de comunidade. Esse espírito obstinado marcou a trajetória da Tuxaua Baku desde a migração para Manaus até a comunidade Sahu-apé, que trouxe novos significados a sua vida.  “Apontamos todas possíveis relações que se estabeleceram ao longo do tempo e que tornaram possível o reconhecimento do protagonismo feminino em meio à dominação de gênero”, afirmou.
A pesquisadora comenta que a prática em lidar com as ervas, para os Sateré-Mawé ou como também para todo o mundo indígena, é fazer parte do mundo espiritual, permitindo assim, dialogar com os espíritos da mata, das águas, dos céus e da terra.

Um comentário :

  1. MANTER SUA IDENTIDADE CULTURAL É MUITO IMPORTANTE PARA AS COMUNIDADES INDIGINAS REINVINDICAREM SEUS DIREITOS DE DONOS E CONSERVADORES DAS FLORESTAS.
    PARABENS PARA ESSA INDIGINA..

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